A defesa do delegado da Polícia Civil da Paraíba, Braz Morroni, apresentou, nesta sexta-feira (25), um pedido ao Tribunal de Justiça visando a sua liberdade provisória ou, alternativamente, a concessão de prisão domiciliar por questões de saúde. Morroni e outros policiais estão detidos devido à Operação Perfidus, que investiga conexões entre agentes e o tráfico de drogas.
Decisão da justiça e complicações legais
Recentemente, a Justiça da Paraíba decidiu pela soltura dos policiais envolvidos na operação. Contudo, eles continuam sob custódia em razão de uma prisão preventiva relacionada a um outro processo. Os advogados argumentam que essa situação impede a libertação imediata do delegado.
Argumentos da defesa
Os advogados de Morroni sustentam que os áudios e informações que sustentam novas denúncias ainda não foram totalmente divulgados. Essa fragmentação das informações, segundo a defesa, infringe “o princípio do juízo natural, gerando incidentes de incompetência e decisões conflitantes”.
Falta de provas concretas
A defesa também destaca a ausência de individualização nas acusações contra os investigados. Em nota, afirmam que “citações em conversas de terceiros não são provas de participação em ilícitos, devendo ser afastada a responsabilidade penal objetiva e prevalecer à presunção de inocência, resguardando-o do direito à ampla defesa”.
O caso de Braz Morroni levanta questões importantes sobre a atuação da polícia e os direitos dos acusados, refletindo um cenário complexo no sistema judiciário da Paraíba. A expectativa é que as decisões futuras possam trazer mais clareza e justiça ao processo.
Créditos/Texto: Mais PB.


