A partir desta quinta-feira (1º de outubro), o Banco Central (BC) implementou novas diretrizes para o Pix por aproximação, eliminando o teto de R$ 500 por transação. Essa alteração permitirá que os usuários ajustem seus limites de pagamento conforme suas necessidades, mantendo a segurança das operações.
Novas regras do Pix por aproximação
Com a atualização estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, as transações por aproximação não estarão mais restritas ao valor máximo anteriormente estipulado. Agora, os consumidores poderão solicitar alterações nos limites diretamente ao seu banco, que deverá fornecer ferramentas para gerenciar esses valores por meio de seus aplicativos.
O que muda com a nova regra
Antes, cada operação de Pix por aproximação era limitada a R$ 500, mas a nova norma permite que os pagamentos excedam esse montante, desde que respeitem os limites configurados na conta do cliente. As principais mudanças incluem:
- Eliminação do teto de R$ 500;
- Possibilidade de solicitar aumento ou diminuição de limites;
- Pagamentos podem ser feitos acima de R$ 500, dependendo da configuração da conta;
- Disponibilização de uma ferramenta de gerenciamento no aplicativo;
- Manutenção das regras de segurança do sistema.
Dessa forma, um usuário poderá realizar pagamentos de R$ 600 ou até R$ 1 mil por aproximação, desde que os limites de sua conta permitam.
Como ajustar os limites
Para modificar os limites, o cliente deve acessar o aplicativo do banco e seguir algumas etapas simples, que podem variar entre as instituições. O procedimento geral é:
- Abrir o aplicativo;
- Localizar as configurações do Pix;
- Acessar a área de limites;
- Solicitar aumento ou redução do limite;
- Completar as etapas de autenticação exigidas.
Vale ressaltar que, embora o teto tenha sido removido, os mecanismos de segurança contra transações suspeitas permanecem em vigor.
Funcionamento do Pix por aproximação
A tecnologia NFC, utilizada no Pix por aproximação, permite que os pagamentos sejam realizados sem a necessidade de inserir dados manualmente. Desde sua implementação em fevereiro de 2025, os usuários podem utilizá-lo diretamente pelo aplicativo bancário ou por carteiras digitais.
Ativação e pagamento
Para ativar o recurso em uma carteira digital, o usuário deve:
- Abrir a carteira digital;
- Selecionar a opção de vincular uma conta;
- Autorizar a vinculação através do aplicativo do banco.
Após a configuração, o pagamento é similar ao de um cartão de crédito cadastrado. Para realizar uma transação, basta:
- Informar ao comerciante que o pagamento será via Pix;
- Verificar os dados e o valor;
- Aproximar o celular da máquina;
- Autenticar a operação;
- Confirmar o pagamento.
É importante estar atento, pois a autenticação pode ser necessária antes da conclusão do pagamento, dependendo da configuração do banco.
Atenção aos golpes
Com a possibilidade de realizar pagamentos maiores, os usuários devem estar mais vigilantes para evitar fraudes. Algumas recomendações incluem:
- Conferir o valor na maquininha e no celular;
- Verificar a legitimidade do estabelecimento;
- Manter a tela do celular bloqueada e utilizar autenticações;
- Não entregar o celular desbloqueado a terceiros;
- Monitorar as notificações de transações;
- Revisar os limites no aplicativo periodicamente.
Perspectivas para o Pix por aproximação
Desde sua criação em 2020, o Pix se tornou um dos métodos de pagamento mais populares no Brasil, movimentando mais de R$ 3,73 trilhões e registrando cerca de 8,11 bilhões de transações em agosto. No entanto, o uso do Pix por aproximação ainda está em crescimento, contabilizando apenas 2 milhões de transações no mesmo mês, o que representa apenas 0,06% do total. Apesar da adesão inicial baixa, a evolução do volume de operações nesta modalidade é notável, com 1,06 milhão de transações registradas em janeiro.
Créditos/Texto/Fotos: Agência Brasil.


