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Governo intensifica fiscalização para controlar preços dos combustíveis

Governo intensifica fiscalização para controlar preços dos combustíveis

Governo intensifica fiscalização para controlar preços dos combustíveis

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Governo intensifica fiscalização para controlar preços dos combustíveis

Governo intensifica fiscalização para controlar preços dos combustíveis

Governo intensifica fiscalização para controlar preços dos combustíveis

Governo intensifica fiscalização para controlar preços dos combustíveis

Fiscalização é reforçada para conter alta dos combustíveis

O governo brasileiro anunciou, nesta segunda-feira (28), um conjunto de medidas para enfrentar a alta dos preços dos combustíveis, que tem sido exacerbada pela contínua elevação da cotação internacional do petróleo, que permanece acima de US$ 100 por barril.

Manutenção da subvenção do diesel

Uma das principais ações é a continuidade da subvenção de R$ 2,12 por litro de óleo diesel, que foi confirmada no último sábado. Com a expiração da Medida Provisória (MP) 1.363, o incentivo agora é respaldado pela MP 1.391, editada em 11 de outubro. Essa iniciativa faz parte de um esforço do governo para mitigar os impactos da volatilidade dos preços internacionais sobre o mercado interno.

Operação Carga Pesada

Outra estratégia relevante é a implementação da Operação Carga Pesada, que envolve a colaboração de órgãos federais e Procons em todo o país. O objetivo é fiscalizar aumentos injustificados nas margens de lucro das empresas. Entre 21 e 25 de setembro, foram realizadas 241 ações de fiscalização, incluindo:

  • 87 atividades da Agência Nacional do Petróleo (ANP);
  • 86 atividades dos Procons;
  • 12 operações da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça;
  • 30 ações conjuntas entre a ANP e Procons;
  • 26 ações conjuntas da ANP com a Senacon.

Essa mobilização foi motivada pela recente alta dos combustíveis e pelas mais de 330 denúncias recebidas pela ANP.

Abertura de processos administrativos

Além das fiscalizações, a Senacon também deu início a 70 processos administrativos sancionadores contra postos e distribuidoras. Esses processos têm como base autos de infração já encaminhados pela ANP, visando investigar práticas abusivas nos preços dos combustíveis.

Multas e punições severas

A ANP já aplicou multas que totalizam mais de R$ 700 milhões a distribuidoras por aumento abusivo de preços. As sanções resultam de fiscalizações anteriores e decisões administrativas em primeira instância. As empresas ainda têm a opção de recorrer.

De acordo com a ANP, muitas das práticas analisadas mostraram um aumento da margem bruta das distribuidoras em mais de 1.350%. Em resposta, o governo endureceu as penalidades para infrações relacionadas ao setor, com a nova MP 1.393, que altera o Código de Defesa do Consumidor (CDC), estabelecendo multas que podem variar entre R$ 20 mil e R$ 500 milhões.

Garantia de abastecimento

Apesar da pressão nos preços internacionais, o governo assegura que o abastecimento de diesel está garantido. Para o mês de outubro, a demanda prevista é de 3,95 milhões de metros cúbicos, enquanto a oferta confirmada é de 3,978 milhões de metros cúbicos. O Brasil também possui estoques de cerca de 1,97 milhão de metros cúbicos, o que é suficiente para aproximadamente 15 dias de consumo.

Monitoramento constante do mercado

Desde março, uma mesa coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) realiza um monitoramento semanal do mercado de combustíveis, contando com a participação de órgãos públicos e representantes do setor privado. O acompanhamento abrange diversos aspectos, como o cenário internacional do petróleo, fluxos de importação e projeções de demanda.

Com essas novas medidas, o governo busca equilibrar a manutenção do subsídio ao diesel com uma fiscalização rigorosa dos preços, processos administrativos e um aumento nas penalidades para os agentes do setor, visando um controle mais eficaz sobre os combustíveis no país.

Créditos/ Foto: Agência Brasil.

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