Aí, pessoal, de quando em quando, quando menos esperar, diante de você estará uma “PEQUENA AUTORIDADE”.
Aquele sujeito miúdo que, por um acaso, um descuido, inverteu a lógica e assumiu um posto importante, sem ter vocação, aptidão, preparo ou capacidade.
Se cruzar com alguém desse tipo, tenha muita calma e paciência.
Aguarde! Deixe vencer o prazo de validade. Faça assim, vá por mim: isso fará toda a diferença.
A “PEQUENA AUTORIDADE” é desprovida de senso, não tem noção. Embriagada pelo poder, não consegue perceber que o deslumbramento é proporcional à própria rejeição.
A “PEQUENA AUTORIDADE” é frágil, insegura.
Gosta de fofoca, de fuxico, de babão. Mente que nem sente, persegue, porém sofre de mania de perseguição.
Agora, camarada, quando o holofote apagar, a escuridão chegar e a rataria correr, a “PEQUENA AUTORIDADE”, sem estrutura, sem estatura, na mais completa solidão, irá então compreender:
Que, diferente dos grandes, os sujeitos pequenininhos, mesquinhos, terminam sempre excluídos, desprezados, esquecidos, preteridos, na lona, sozinhos.