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Não tem trégua, precisa investigar todos’, diz Lula sobre ministros do STF

Não tem trégua, precisa investigar todos’, diz Lula sobre ministros do STF

Não tem trégua, precisa investigar todos’, diz Lula sobre ministros do STF

Não tem trégua, precisa investigar todos’, diz Lula sobre ministros do STF

Não tem trégua, precisa investigar todos’, diz Lula sobre ministros do STF

Não tem trégua, precisa investigar todos’, diz Lula sobre ministros do STF

Não tem trégua, precisa investigar todos’, diz Lula sobre ministros do STF

Não tem trégua, precisa investigar todos’, diz Lula sobre ministros do STF

O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, disse hoje que é preciso investigar todos os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que possam ter envolvimento com o caso Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. Em entrevista ao Jornal da Record, Lula defendeu uma reforma no Judiciário.

“Vamos colocar o Brasil a nu e investigar para ver se a gente consegue fazer o Brasil, sabe, ser melhor para o povo brasileiro. Não tem trégua. É preciso investigar todos”- Lula.

Entenda o contexto

Ao falar da reforma no Judiciário, Lula defendeu mandatos para ministros do STF. “Eu tenho que mudar os critérios de escolha das pessoas, o mandato das pessoas, mas tenho que também mudar os critérios de escolha de outros juízes, de outras instâncias. O Poder Judiciário precisa virar exemplo”, afirmou.

A declaração sobre o Poder Judiciário veio após Lula ser questionado sobre a sessão extraordinária do STF de hoje. O presidente da corte, ministro Edson Fachin, agendou uma sessão para avaliar os elementos do relatório da PF (Polícia Federal) que cita mensagens supostamente trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

As mensagens foram recuperadas no celular de Daniel Vorcaro. O aparelho foi apreendido na sexta fase da operação Compliance Zero, em maio, e desde então é analisado pelos peritos da PF. As mensagens que foram recuperadas são apenas as enviadas por Daniel Vorcaro, sem as respostas da pessoa com quem ele se comunicava.

A sessão não chegou a analisar o caso em si. Ao longo da sessão, os ministros do STF não definiram se haverá a abertura de um inquérito para investigar Alexandre de Moraes. Em vez disso, votaram se devem manter separados ou unir casos de Moraes e André Mendonça.

O placar foi de 4 a 3 para manter casos separados. Votaram pela separação o presidente do STF, Edson Fachin, e os ministros Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin votaram pela análise conjunta dos casos. Dino pediu vista e teve o voto desconsiderado.

Antes de pedir vista, Dino criticou Fachin pela condução da sessão, que chamou de “desastrada”. “Se Vossa Excelência vai assistir a isto, eu não vou, porque sou funcionário público deste país e tenho respeito a ele”, afirmou o ministro do STF.

Gilmar Mendes sugeriu a junção dos casos de Moraes e Mendonça como questão de ordem. O decano defendeu a união dos processos contra os ministros, que envolvem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele também havia incluído o adiamento do julgamento para 23 de setembro. Gilmar também apontou que Fachin não poderia ter retirado Mendonça da relatoria do processo contra Moraes e assumido o caso.

Como mostrou a colunista Tatiana Farah, a campanha de Lula avalia que o melhor cenário é haver uma investigação contra o ministro do STF. Na análise de conjuntura feita antes do início da sessão de hoje, o resultado menos ruim para a campanha de Lula é de que o julgamento acabe em investigação sobre a conduta de Alexandre de Moraes junto ao ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro. Isso daria força às declarações que Lula tem feito sobre todos serem, indistintamente, investigados.

‘Chamo de terrorista para o povo brasileiro

Questionado sobre a preocupação com a segurança pública, Lula disse que chama as facções de terroristas ao falar delas “para o povo brasileiro e não para o Trump”. “Uma coisa é o terrorismo de Estado, aquele cara que quer derrubar o governo. Outra coisa é o terrorismo do narcotráfico, do crime organizado, que só quer o dinheiro. E são terroristas para a população, porque ocupam o bairro que é do povo, a rua que é do povo e a vida que é do povo, dos traficantes, do contrabando de drogas, de armas ou coisa parecida.”

Desde 5 de junho, os EUA classificam o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras. O modelo aplicado às organizações criminosas brasileiras segue a classificação usada pelos Estados Unidos para cartéis latino-americanos. A gestão Donald Trump já adotou a medida contra grupos como o Cartel de Jalisco, no México, e o Tren de Aragua, da Venezuela.

Governo Lula sustenta que PCC e CV não se encaixam no conceito de terrorismo por não terem motivação ideológica. O ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou no ano passado que grupos terroristas têm inclinação ideológica e causam perturbação social e política, o que, na avaliação do governo, não ocorre com organizações criminosas voltadas ao lucro.

Especialistas lembram que a lei brasileira liga terrorismo a atos violentos para provocar terror social com motivação como xenofobia, religião ou ideologia política. Por isso, parte dos analistas aponta risco de banalização do termo e de uso indevido contra grupos políticos e movimentos sociais.

Governo Lula diz temer impactos sobre a soberania brasileira em segurança pública. Em março, Mauro Vieira conversou por telefone com Marco Rubio após rumores da decisão chegarem a Brasília.

Créditos/ Texto: Ana Carolina Montoro/ Colaboração para UOL, em São Paulo

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