O TRE manteve o registro de Cícero, mas o MPE recorreu ao TSE para tentar reverter a decisão com base em elementos relacionados à Operação Território Livre.
O ex-prefeito de João Pessoa e candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), criticou a Justiça Eleitoral nesta terça-feira (15), em entrevista à CBN, depois de ser questionado sobre suspeitas de ligação com facções criminosas envolvendo seu nome e o de sua filha, Janine Lucena.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) manteve o registro de Cícero, mas o Ministério Público Eleitoral recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter a decisão com base em elementos relacionados à Operação Território Livre, de 2024.
“Primeiro, quero registrar meu protesto contra essa inversão de um direito do cidadão: a presunção de inocência. É impressionante como, de repente, querem condenar as pessoas sem sequer haver processo”, afirmou.
Caso Janine
Janine disputava a primeira suplência do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), mas teve o registro indeferido pelo TRE-PB diante de elementos que apontariam suposta vinculação com organização criminosa. Após decisão desfavorável também no TSE, ela desistiu da disputa nesta segunda-feira (14).
Cícero afirmou que a defesa da filha só recebeu autorização para acessar o processo em 9 de setembro.
“E, mais ainda, sobre a minha filha, nesse processo que você cita, para encerrarmos esse assunto: somente no dia 9 de setembro de 2026, há menos de seis dias, o nosso advogado foi autorizado pelo juiz a ter acesso ao processo. Tenho o documento aqui e o deixarei com vocês para que façam as devidas verificações. Somente agora, dois anos depois, é que o nosso advogado passou a ter acesso. Ele ainda não havia visto esse documento, o despacho do juiz”, disse.
“Novo modelo de Justiça”
Cícero atribuiu as acusações a adversários e disse que a situação atingiu sua família.
“Então, para não constrangê-la e não fazê-la sofrer mais do que a minha família já tem sofrido por covardia de adversários, principalmente daqueles que não conseguem me vencer no voto e que, até hoje, têm sido derrotados pela vontade do povo, pela minha história, pelo meu trabalho, pela minha vida e pelo meu compromisso com a vida pública, eles continuam insistindo nessa tese”, afirmou.
“Mas Deus sempre me deu a oportunidade de provar minha inocência e de ganhar as eleições. Agora, lamento profundamente esse novo modelo de Justiça, de condenar as pessoas e de proibi-las de serem votadas”, disse.
O candidato também responsabilizou o Governo do Estado pelo combate às organizações criminosas.
“Porque, se fosse pela questão da relação com as facções, quem não deveria ser candidato era o governador, porque ele é o responsável por combatê-las. É uma responsabilidade constitucional do Estado”, afirmou.
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Créditos/Texto: Política JP


